País chegou a 5.680 empresas em recuperação; novas entradas continuam em ritmo elevado em 2026
O número de empresas em recuperação judicial atingiu um patamar recorde no Brasil. O país encerrou 2025 com 5.680 companhias nesse processo, o maior volume já registrado pelo Monitor RGF-BIZDOC.
Em apenas um ano, o estoque de empresas em recuperação cresceu 24,3%. E o movimento continua em 2026: somente no segundo trimestre, foram registrados 419 novos pedidos.
Os números revelam a pressão financeira enfrentada pelas empresas brasileiras e incluem grandes grupos. Em agosto, o Grupo Casas Bahia entrou com pedido para reestruturar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas. O Grupo Gennius, controlador de marcas como Habib’s e Ragazzo, declarou passivo de R$ 265,2 milhões.
A recuperação judicial permite que empresas em crise renegociem dívidas sob supervisão da Justiça e tentem preservar suas operações e empregos. Mas o processo não significa garantia de recuperação: casos recentes mostram desfechos que vão da reestruturação à falência.
O avanço dos pedidos acende um alerta para o ambiente de negócios e para a capacidade das empresas de equilibrar endividamento, custos e geração de caixa.





