Santa Catarina supera São Paulo e assume liderança do ranking de competitividade dos estados em 2026

August 28, 2026

Levantamento do CLP avalia 100 indicadores econômicos, sociais e de gestão pública; mudança no topo encerra 14 edições de liderança paulista e reforça avanço de Santa Catarina como ambiente competitivo para investimentos

TELEBRAS NEWS | ECONOMIA E DESENVOLVIMENTO

O mapa da competitividade brasileira tem um novo líder. Santa Catarina ultrapassou São Paulo e assumiu, pela primeira vez, a primeira posição no Ranking de Competitividade dos Estados de 2026, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Liderança Pública (CLP). São Paulo aparece em segundo lugar, seguido pelo Paraná, em terceiro, e pelo Rio Grande do Sul, em quarto. (RBN 94,3 FM⁠)

A mudança é histórica. São Paulo havia ocupado a liderança nas 14 edições anteriores, enquanto Santa Catarina permaneceu por nove edições consecutivas na segunda colocação. Em 2026, o estado catarinense chegou a 87,06 pontos, contra 80,68 pontos de São Paulo, consolidando uma mudança relevante na geografia da competitividade econômica e institucional brasileira. (Jornal Razão⁠)

Mais do que uma disputa de posições, o resultado funciona como um retrato da capacidade dos estados de criar condições para crescimento econômico, atração de investimentos, geração de empregos, formação de capital humano e prestação eficiente de serviços públicos.

Sul ganha força no mapa da competitividade

O resultado também evidencia a concentração das primeiras posições no Sul e Sudeste. Além de Santa Catarina na liderança, Paraná aparece em terceiro, Rio Grande do Sul em quarto e Espírito Santo em quinto, conforme a classificação divulgada pelo CLP.

Na sequência aparecem Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mostrando que o Centro-Oeste também mantém presença relevante entre as unidades mais competitivas do país.

A leitura econômica é importante porque competitividade estadual não significa apenas tamanho do Produto Interno Bruto. O indicador procura mensurar as condições estruturais oferecidas por cada território para empresas, trabalhadores e cidadãos.

O que colocou Santa Catarina no topo

Santa Catarina alcançou a primeira colocação em quatro dos dez pilares avaliados: Capital Humano, Potencial de Mercado, Segurança Pública e Sustentabilidade Social. O estado ainda conseguiu permanecer entre os cinco melhores do Brasil em todos os pilares analisados, indicando um desempenho relativamente equilibrado entre economia, gestão e indicadores sociais. (Jornal Imagem⁠)

Esse equilíbrio ajuda a explicar a ultrapassagem sobre São Paulo. A competitividade de um território depende de uma combinação de fatores: infraestrutura capaz de sustentar a atividade produtiva, trabalhadores qualificados, segurança jurídica e fiscal, serviços públicos, inovação, mercado consumidor e capacidade administrativa.

Para empresas que estudam a instalação de fábricas, centros logísticos, escritórios ou novas operações, esses elementos podem influenciar diretamente custos, produtividade e retorno dos investimentos.

100 indicadores colocam os estados sob uma mesma régua

O Ranking de Competitividade dos Estados compara as 26 unidades estaduais e o Distrito Federal utilizando 100 indicadores, organizados em dez pilares: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação. (wh3.com.br⁠)

A pesquisa técnica da edição é conduzida pela Tendências Consultoria. O CLP explica que os rankings utilizam dados oficiais e procuram produzir um diagnóstico comparável da capacidade dos governos de gerar bem-estar e desenvolvimento. (Ranking de Competitividade⁠)

Por isso, o levantamento ultrapassa a discussão sobre qual estado possui a maior economia. Estados menores podem avançar quando conseguem combinar gestão fiscal, segurança, qualificação profissional, inovação, infraestrutura e eficiência administrativa.

São Paulo perde a liderança, mas continua entre os principais polos do país

A queda para a segunda posição não significa perda da relevância econômica de São Paulo. O estado continua concentrando uma das maiores estruturas produtivas, financeiras, industriais, tecnológicas e logísticas do país.

O dado de 2026, entretanto, acende um sinal importante para gestores públicos e agentes econômicos: liderança econômica não garante automaticamente liderança competitiva.

Na edição de 2025, São Paulo ainda estava na primeira colocação, seguido justamente por Santa Catarina e Paraná. A inversão ocorrida em 2026 mostra que mudanças nos diferentes indicadores conseguem alterar a posição relativa das unidades da Federação. (CLP | Centro de Liderança Pública⁠)

Competitividade entra no debate sobre investimentos e desenvolvimento regional

Em um cenário de disputa por novas indústrias, centros de distribuição, empresas de tecnologia e investimentos em infraestrutura, o ranking também se transforma em instrumento para avaliar as vantagens e fragilidades de cada região.

Estados com melhores indicadores de capital humano, infraestrutura, segurança e eficiência governamental tendem a apresentar condições mais favoráveis para a expansão das empresas. Ao mesmo tempo, unidades que aparecem nas posições intermediárias ou inferiores conseguem identificar os principais gargalos que limitam seu desenvolvimento.

A edição de 2026 foi lançada em São Paulo e reúne, além dos resultados estaduais, bases de dados e relatórios técnicos destinados à comparação das políticas públicas. (plataforma.clp.org.br⁠)

O novo mapa deixa uma mensagem relevante para a economia brasileira: a competição entre os estados está cada vez mais ligada à qualidade do ambiente institucional, à formação de pessoas, à inovação e à capacidade de transformar recursos públicos em desenvolvimento econômico e social.