Santo André avança em competitividade, ganha 67 posições em sustentabilidade fiscal e lidera indicadores de saneamento no Brasil

August 27, 2026

Município também registra forte evolução na qualidade da saúde e no meio ambiente; prefeito Gilvan Ferreira participou da divulgação do Ranking de Competitividade 2026 e levou ao debate nacional os impactos da Reforma Tributária sobre as cidades

Por Gabrielle Tricanico | ECONOMIA E GESTÃO PÚBLICA | SANTO ANDRÉ

Santo André ampliou sua presença entre os municípios brasileiros que apresentam avanços em indicadores considerados estratégicos para competitividade, capacidade de investimento e qualidade dos serviços públicos. Dados da edição 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados e Municípios mostram que a cidade avançou especialmente em sustentabilidade fiscal, saúde, saneamento e meio ambiente.

A divulgação ocorreu nesta quinta-feira (27), na Casa Natura Musical, em Pinheiros, na capital paulista, em evento promovido pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, participou do encontro e integrou o painel destinado aos prefeitos, em uma agenda que reuniu gestores municipais e governadores de diferentes regiões do país.

Entre os participantes estiveram os governadores Jorginho Mello, de Santa Catarina; Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul; Eduardo Riedel, de Mato Grosso do Sul; e Rafael Fonteles, do Piauí.

Mais do que uma comparação entre administrações, o levantamento permite observar a capacidade dos municípios de transformar arrecadação, infraestrutura, planejamento e políticas públicas em condições favoráveis ao desenvolvimento econômico e social.

Santo André sobe 67 posições em sustentabilidade fiscal

Um dos principais movimentos registrados por Santo André ocorreu no pilar de Sustentabilidade Fiscal. O município avançou 67 posições e alcançou o 24º lugar no Brasil.

O resultado ganha peso diante do atual cenário econômico e tributário brasileiro. Com a implantação gradual da Reforma Tributária, municípios precisarão adaptar estruturas de arrecadação, planejamento financeiro e estratégias de desenvolvimento econômico ao novo modelo de tributação sobre o consumo.

A sustentabilidade das contas públicas influencia diretamente a capacidade de uma prefeitura de manter investimentos, executar obras, ampliar políticas sociais e enfrentar períodos de desaceleração econômica sem comprometer serviços essenciais.

O tema também coloca Gilvan Ferreira em uma posição estratégica no debate municipalista. O prefeito preside a Comissão de Finanças e Reforma Tributária da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), participando das discussões sobre os impactos da transição tributária para as administrações municipais.

Saúde registra salto de 94 posições

Outro resultado expressivo aparece na Qualidade da Saúde. Santo André avançou 94 posições no ranking nacional e chegou à 74ª colocação.

A dimensão da evolução indica melhora relativa da cidade diante dos demais municípios analisados e coloca a saúde entre os setores de maior avanço na edição de 2026.

O indicador é especialmente relevante porque a qualidade da rede de saúde interfere não apenas na proteção social, mas também na própria competitividade econômica de um território. Municípios com serviços públicos mais estruturados tendem a oferecer melhores condições para atração e permanência de trabalhadores, famílias e empresas.

Santo André lidera quatro indicadores nacionais de saneamento

No saneamento, Santo André avançou dez posições e chegou ao 36º lugar nacional. Entretanto, é na análise individual dos indicadores que a cidade apresenta um dos resultados de maior destaque.

O município ocupa o 1º lugar nacional em quatro indicadores:

  • cobertura do abastecimento de água;
  • cobertura da coleta de esgoto;
  • cobertura da coleta de resíduos domésticos;
  • destinação do lixo.

A infraestrutura de saneamento é considerada um componente estrutural da competitividade municipal porque seus efeitos alcançam saúde pública, meio ambiente, valorização imobiliária, desenvolvimento urbano e capacidade de atração de novos investimentos.

No pilar de Meio Ambiente, Santo André também apresentou evolução, com avanço de 26 posições, chegando ao 62º lugar no país.

Ranking compara 423 municípios brasileiros

A edição 2026 do Ranking de Competitividade analisa 423 municípios com população superior a 80 mil habitantes.

A metodologia considera 65 indicadores distribuídos por 13 pilares e agrupados em três grandes dimensões: Instituições, Sociedade e Economia.

Entre os aspectos avaliados estão sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, saúde, educação, segurança, saneamento, meio ambiente, inovação, dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações.

O modelo permite uma leitura mais ampla da competitividade. Na prática, não basta um município apresentar atividade econômica relevante: infraestrutura, equilíbrio das contas públicas, qualidade dos serviços, capital humano e eficiência administrativa também interferem diretamente na capacidade de gerar desenvolvimento sustentável.

Gilvan leva Santo André ao debate sobre Reforma Tributária

A participação de Gilvan Ferreira no encontro ocorre justamente em um momento no qual os municípios brasileiros discutem como preservar capacidade financeira e autonomia durante a transição para o novo sistema tributário.

Como presidente da Comissão de Finanças e Reforma Tributária da FNP, o prefeito andreense ocupa um espaço que ultrapassa a agenda regional do Grande ABC e alcança discussões diretamente relacionadas ao financiamento das cidades brasileiras.

Para municípios com forte atividade econômica, industrial e de serviços, como Santo André e outras cidades do ABC Paulista, as mudanças tributárias exigem acompanhamento principalmente sobre distribuição das receitas, transição entre os modelos e capacidade futura de investimento.

“Um ranking como esse é importante porque mostra, por meio de indicadores, onde estamos avançando e onde ainda temos desafios. Santo André tem trabalhado para construir uma gestão cada vez mais eficiente, responsável e preparada para o futuro”, afirmou Gilvan Ferreira.

Segundo o prefeito, os resultados em saúde, saneamento, meio ambiente e sustentabilidade fiscal precisam ser acompanhados da preservação da capacidade financeira do município.

“Ao mesmo tempo em que melhoramos a vida das pessoas, precisamos garantir equilíbrio fiscal e capacidade de investimento para que esses avanços sejam permanentes”, acrescentou.

Gilvan também defendeu maior participação dos municípios nas discussões nacionais sobre desenvolvimento.

“Estar ao lado de governadores e prefeitos de todo o Brasil é uma oportunidade para trocar experiências e mostrar que as cidades têm um papel decisivo na construção de um país mais competitivo. Santo André tem uma história importante, uma economia forte e um enorme potencial. Nosso desafio é transformar essas características em mais oportunidades, serviços públicos de qualidade e qualidade de vida para a população”, declarou.

Competitividade passa pela capacidade de investimento das cidades

Os números de 2026 colocam Santo André diante de dois movimentos simultâneos: a consolidação de áreas nas quais o município apresenta desempenho elevado, como saneamento, e a necessidade de sustentar a evolução registrada em setores como saúde e equilíbrio fiscal.

Em um cenário de transformação do sistema tributário brasileiro, aumento da competição entre cidades por empresas, investimentos e empregos e necessidade crescente de eficiência no gasto público, a capacidade de administrar receitas e oferecer infraestrutura passa a ter impacto direto sobre o desenvolvimento local.

Para Santo André, município historicamente ligado à indústria e inserido em uma das regiões economicamente mais relevantes do país, o desafio passa a ser converter avanços administrativos e de infraestrutura em maior dinamismo econômico, geração de empregos e novos investimentos.

A edição 2026 do Ranking de Competitividade mostra que a cidade ganhou posições importantes. O próximo teste será transformar essa evolução nos indicadores em resultados permanentes para a economia e para a população.