Guterres cobra compromisso político e investimentos reais para garantir direitos, reduzir desigualdades e ampliar a participação das mulheres no poder.
Quem decide, quem recebe e onde o dinheiro público chega: a igualdade entre mulheres e homens também passa por essas escolhas.
Em discurso na ONU, em 22 de setembro de 2025, António Guterres cobrou dos governos planos concretos e investimentos reais para enfrentar a desigualdade salarial, ampliar oportunidades e garantir a presença feminina nas decisões.
“Sejamos claros: direitos e oportunidades iguais não são questões partidárias”, afirmou o secretário-geral.
A cobrança tem consequências econômicas e políticas: compromissos precisam aparecer no orçamento, nos serviços e no acesso aos espaços de poder.
Guterres também chamou atenção para a inteligência artificial, que pode reproduzir discriminações, e defendeu investimentos na formação de mulheres e meninas em ciência e tecnologia.
Trinta anos depois da Conferência de Pequim, o desafio apontado pela ONU era transformar compromissos históricos em direitos efetivamente garantidos.





