Candidato defende crédito mais barato e menos burocracia; em discurso, também cita investimentos em salas sensoriais e formação de professores.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que pretende oferecer carência no pagamento de financiamentos para ajudar pessoas físicas e microempreendedores individuais a sair do endividamento. No discurso, ele citou prazos de seis meses para pessoas físicas e um ano para MEIs.
“No nosso governo, quem é pessoa física vai ter seis meses de trava sem pagar nada pra conseguir sair da dívida”, declarou.
Ao abordar o apoio aos pequenos negócios, o candidato afirmou que a retomada dos pagamentos deve acompanhar a recuperação financeira do empreendimento.
“Só vai voltar a pagar o seu financiamento quando começar a entrar dinheiro no seu negócio, quando começar a ganhar dinheiro.”
Flávio também defendeu financiamento mais barato e redução da burocracia. A fala, porém, não detalhou quais dívidas seriam contempladas, as condições de adesão ou como a proposta seria financiada.
JUROS E CONTAS PÚBLICAS
Durante o discurso, o candidato atribuiu uma queda de dois pontos percentuais nos juros futuros à sua vantagem na passagem do primeiro para o segundo turno. Com base em uma dívida de R$ 11 trilhões mencionada por ele, estimou uma economia de R$ 220 bilhões no pagamento de juros.
A estimativa apresentada não equivale a uma economia automática no orçamento: o impacto depende das taxas, dos indexadores e dos prazos dos títulos da dívida pública.
EDUCAÇÃO E INCLUSÃO
Ao falar sobre possíveis destinos para os recursos, Flávio citou apoio às prefeituras, criação de salas sensoriais nas escolas e capacitação de professores para atender crianças de famílias atípicas.
“Quantas salas sensoriais eu não consigo construir nas escolas pra poder atender essas famílias atípicas?”, questionou. Na sequência, defendeu a formação de professores para lidar com essas crianças em sala de aula.
Acompanhe os principais trechos do discurso de Flavio Bolsonaro.





