Não se prende uma ideia.
Bolsonaro foi declarado inelegível, condenado e preso. Teve as redes proibidas e foi afastado das ruas e dos palanques. A cada etapa, o recado era o mesmo: agora acabou. Não acabou.
Mesmo calado, segue sendo o nome que organiza o debate nacional, no almoço de domingo, no grupo da família, na fila do mercado.
Do outro lado, Lula: um político de outro tempo, perseguindo uma ideia nova que não entende e não consegue parar. É a ideia de que o brasileiro não precisa pedir licença para trabalhar, empreender e criar os filhos segundo seus valores.
No segundo turno, estão em jogo o equilíbrio entre os Poderes, a crise fiscal, o crime organizado e o custo de vida.
Mesmo em silêncio, Bolsonaro fala mais alto que Lula. E quem vai falar por ele é o eleitor.





