O Brasil se encontra na 24ª posição entre os países com maiores cargas tributárias do mundo, ficando atrás da Noruega e Áustria, respectivamente
O Impostômetro, painel eletrônico instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), registrou que os brasileiros pagaram R$40 trilhões em tributos nos últimos 20 anos. Esse valor corresponde a 32,39% do PIB nacional, posicionando o Brasil na 24ª colocação mundial em carga tributária, atrás de países como Noruega (44,30%) e Áustria (43,10%).
Com esse montante, seria possível financiar mais de 575 milhões de moradias populares, construir mais de 61 milhões de escolas públicas, adquirir cerca de 130 milhões de ambulâncias, distribuir quase 51 bilhões de cestas básicas e viabilizar 25 milhões de leitos hospitalares.
Em 2024, a carga tributária brasileira alcançou 32,32% do PIB, com os impostos sobre consumo representando 13,91% desse total. Esse percentual indica uma leve alta, com estimativas apontando que essa categoria representa atualmente entre 41% e 43% do total arrecadado, reflexo, em parte, do fim de isenções sobre combustíveis.
Os setores da economia que mais contribuem para a arrecadação tributária são: indústria (30%-35%), comércio (25%-30%), serviços (20%-25%), energia (10%-15%) e agroindústria (8%-12%). Atividades como energia elétrica e telecomunicações enfrentam cargas tributárias elevadas, representando de 40% a 50% do valor final pago pelo consumidor. Por outro lado, a agricultura primária apresenta uma carga efetiva entre 5% e 10%.
Com a implementação da Reforma Tributária, que prevê a adoção de um modelo de IVA dual a partir de 2026, espera-se uma maior uniformização na distribuição da carga entre os diferentes setores. No entanto, a mudança pode resultar em aumento da carga tributária para o setor de serviços, que poderá saltar dos atuais 14% para até 27%. Por outro lado, a indústria tende a ser beneficiada, com redução da cumulatividade dos tributos ao longo da cadeia produtiva.
A expectativa é que, entre 2026 e 2029, haja estabilidade ou leve redução na arrecadação líquida, devido a mecanismos como isenções e devoluções via cashback. De 2030 a 2032, a arrecadação tende a crescer gradualmente, impulsionada pelo aumento dos investimentos. Após 2033, a arrecadação pode superar em 10% a 15% os níveis estimados sem a Reforma Tributária, com o PIB apresentando crescimento acumulado de 12% a 20% em um prazo de 15 anos.





