6º Encontro Empresarial reúne empresários e lideranças econômicas e coloca atração de capital, expansão dos negócios e geração de renda no centro da estratégia de desenvolvimento do município.
Por Gabrielle Tricanico | ECONOMIA & NEGÓCIOS | SUZANO
Suzano busca fortalecer sua posição como um dos polos econômicos do Alto Tietê ao ampliar a interlocução entre poder público, indústria, comércio e investidores. Nesta quinta-feira (20), o 6º Encontro Empresarial, realizado no Clube Suzaninho, reuniu representantes de diferentes setores para discutir oportunidades de negócios e o ambiente econômico do município.
O encontro contou com a participação do prefeito Pedro Ishi, acompanhado da primeira-dama Déborah, além de empresários, comerciantes, representantes de entidades e integrantes da administração municipal.
A agenda empresarial ocorre em um momento no qual municípios disputam investimentos, novas plantas industriais, centros de distribuição e empreendimentos capazes de ampliar arrecadação e postos de trabalho. Nesse cenário, infraestrutura, disponibilidade de mão de obra, logística, segurança jurídica e agilidade administrativa passam a integrar diretamente a decisão das empresas sobre onde investir.
Indústria ganha espaço no debate
Um dos principais nomes da programação foi Jeferson O. Biagi, presidente da Komatsu do Brasil, responsável pela palestra aos participantes.
A presença do executivo reforçou o peso da indústria na discussão sobre o futuro econômico de Suzano. O município possui tradição industrial e está inserido em uma região estratégica do Estado de São Paulo, próxima à capital e conectada a importantes corredores logísticos.
Para o setor produtivo, essa localização representa potencial para atividades industriais, distribuição, comércio e prestação de serviços, mas exige investimentos contínuos em infraestrutura e qualificação profissional para sustentar novos ciclos de crescimento.
Prefeitura quer aproximar capital privado
Durante o encontro, Pedro Ishi defendeu uma Prefeitura aberta ao diálogo com quem movimenta a economia e afirmou que a administração pretende criar condições para ampliar investimentos, empregos e renda.
Na prática, a aproximação com empresários pode funcionar como instrumento para identificar obstáculos à expansão dos negócios e compreender quais fatores pesam na decisão de investidores.
Entre os temas estratégicos para o desenvolvimento econômico municipal estão desburocratização, infraestrutura urbana, mobilidade e logística, formação de trabalhadores, disponibilidade de áreas para empreendimentos e capacidade de atendimento às demandas das empresas já instaladas.
O desafio é transformar o diálogo institucional em resultados mensuráveis: novos investimentos, expansão das empresas existentes, abertura de negócios e aumento da geração de empregos.
Negócios locais também entram na estratégia
O encontro reuniu ainda empresários ligados a diferentes segmentos. Entre os participantes mencionados estão Carlos Eduardo Marchetti, da Leonard Studio & Hotel; Rafael Vieira, da HIC Investimentos; e Franciele Lugoboni, da Suzancín.
A diversidade dos setores representados evidencia que a economia de Suzano não depende exclusivamente da indústria. Comércio, serviços, mercado imobiliário, investimentos e pequenos e médios negócios formam uma cadeia que também responde pela circulação de renda e geração de oportunidades.
O vereador Maizena e representantes da administração municipal também participaram da programação.
Suzano disputa novos investimentos no Alto Tietê
Para avançar economicamente, Suzano enfrenta um desafio comum aos principais municípios industriais paulistas: crescer sem perder competitividade.
Isso significa não apenas buscar novas empresas, mas oferecer condições para que os negócios que já operam no município permaneçam, invistam, ampliem suas operações e contratem mais trabalhadores.
O 6º Encontro Empresarial coloca justamente essa relação entre poder público, indústria e capital privado no centro da estratégia econômica local.
Para Suzano, o resultado dessa aproximação será medido menos pelo número de encontros realizados e mais pela capacidade de transformar diálogo empresarial em investimentos concretos, expansão industrial, novos negócios e empregos para a população.





