PRÉVIA DA INFLAÇÃO MOSTRA IPCA-15 EM RITMO MAIS LENTO, COM ALTA DE 0,43% EM ABRIL

August 20, 2026

Resultado ficou próximo do esperado pelo mercado, que projetava um avanço de 0,40%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial do Brasil, registrou uma alta de 0,43% em abril de 2025, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 25 de abril. Esse resultado representa uma desaceleração em relação a março, quando o índice foi de 0,64%, e está alinhado com as expectativas do mercado financeiro, que projetava um aumento de 0,40%. 

No acumulado do ano, o IPCA-15 atingiu 2,43%, enquanto nos últimos 12 meses chegou a 5,49%. Em comparação, em abril de 2024, o índice havia registrado um avanço de 0,21%. 

A principal contribuição para o índice de abril veio dos grupos Alimentação e Bebidas, com alta de 1,14%, e Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,96%. Juntos, esses dois grupos foram responsáveis por 88% do resultado do mês. Entre os alimentos, destacaram-se as elevações nos preços do tomate (32,67%), café moído (6,73%) e leite longa vida (2,44%). No setor de saúde, os aumentos foram impulsionados por produtos farmacêuticos (1,04%), higiene pessoal (1,51%) e planos de saúde (0,57%), este último refletindo o reajuste autorizado de até 5,09% nos preços dos medicamentos a partir de 31 de março. 

Dos nove grupos pesquisados, oito apresentaram variações positivas. A exceção foi o grupo Transportes, que registrou queda de 0,44%, contribuindo com -0,09 ponto percentual para o índice geral. 

Regionalmente, o IPCA-15 subiu em nove das onze áreas pesquisadas. As maiores altas foram observadas em Porto Alegre (0,88%) e São Paulo (0,56%). Por outro lado, Brasília e Goiânia apresentaram variações negativas de -0,02% e -0,13%, respectivamente.

Esses dados indicam uma desaceleração na inflação, embora o índice acumulado em 12 meses ainda esteja acima da meta estabelecida pelo Banco Central, que é de 3,25% para 2025, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.