Representantes comerciais dos dois países se reunirão em Genebra, em um contexto de tarifas históricas que afetam tanto as economias nacionais quanto o comércio global
EUA e China iniciaram negociações comerciais em Genebra nesta semana, visando reduzir as tensões da guerra comercial que se intensificaram desde março. O encontro, liderado pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o principal negociador comercial, Jamieson Greer, com a delegação chinesa chefiada pelo vice-primeiro-ministro He Lifeng, busca explorar formas de diminuir as tarifas recíprocas que atualmente superam 100% e afetam negativamente ambas as economias e o comércio global.
As tarifas elevadas já impactaram significativamente as economias dos dois países. Nos EUA, houve uma contração econômica no primeiro trimestre de 2025, enquanto a China enfrenta desafios econômicos internos, incluindo inflação e desemprego. A reunião em Genebra representa a primeira interação direta entre as duas potências desde o início da escalada tarifária, sinalizando uma possível abertura para o diálogo e a busca por soluções que possam aliviar as pressões econômicas.
Embora não se espere um acordo comercial abrangente neste encontro, as negociações podem estabelecer as bases para uma redução gradual das tarifas e a retomada do comércio bilateral. Especialistas alertam que, apesar das conversas, a resolução completa da disputa pode exigir mais tempo e esforços conjuntos.





