Reino Unido aceita reduzir suas tarifas para 1,8%; EUA mantêm a taxa em 10%
As ações europeias registraram alta nesta quinta-feira (8), impulsionadas pelo anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um acordo comercial com o Reino Unido. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,4%, refletindo otimismo nos mercados. O Reino Unido concordou em reduzir suas tarifas de 5,1% para 1,8% e oferecer maior acesso aos produtos dos EUA, enquanto os EUA mantiveram a tarifa de 10% sobre os produtos britânicos. O acordo representa o primeiro avanço significativo nas negociações comerciais desde o início da guerra tarifária global.
Os mercados reagiram positivamente, com os índices da Alemanha e da França registrando ganhos de quase 1% e 0,8%, respectivamente. O FTSE 100 do Reino Unido avançou 0,3%, impulsionado pela expectativa de uma possível redução nas taxas de juros pelo Banco da Inglaterra. O setor de tecnologia liderou os ganhos, com um aumento de 2,5%, apoiado por uma possível reversão de uma regra da era Biden sobre exportação de chips e atualizações positivas de ações por parte do Barclays.
Apesar do otimismo, analistas alertam para a continuidade da volatilidade e incertezas no cenário econômico global. A estrategista do UBS, Anthi Tsouvali, destacou que, embora o acordo seja um passo positivo, ainda há riscos significativos no ambiente econômico atual.
O acordo com o Reino Unido é visto como uma vitória política para o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e fortalece os laços comerciais entre os dois países, que são parceiros comerciais significativos. O Reino Unido é o maior destino das exportações dos EUA, recebendo produtos no valor de 235 bilhões de euros anualmente.
O impacto do acordo nas relações comerciais globais será monitorado de perto, especialmente com a expectativa de negociações semelhantes com outros países afetados pelas tarifas impostas pelos EUA.





