O comitê avaliou que os impactos do avançado ciclo de aperto monetário ainda precisam ser sentidos na economia e deixou em aberto os próximos passos nas futuras reuniões
A ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada em 13 de maio de 2025, revela que o Banco Central (BC) enfrenta um cenário de incerteza, especialmente no âmbito internacional, o que exige maior cautela e flexibilidade na condução da política monetária. O documento destaca que os efeitos do ciclo prolongado de elevação da taxa Selic ainda não se manifestaram completamente na economia, sendo necessária uma política monetária significativamente contracionista por um período estendido para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.
O Copom observa que os juros elevados têm contribuído para a desaceleração do crescimento econômico, impactando o mercado de crédito, as expectativas empresariais, o câmbio, os balanços corporativos e indicadores de atividade e emprego. Esses efeitos são considerados essenciais para controlar a inflação, embora reconheça-se que há defasagens naturais na transmissão da política monetária, com impactos mais pronunciados esperados nos próximos trimestres.
O comitê ressalta que o cenário atual é caracterizado por expectativas de inflação desancoradas, projeções inflacionárias elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Diante disso, a manutenção de uma política monetária restritiva é vista como necessária para assegurar a estabilidade de preços.
Apesar de não fornecer indicações claras sobre os próximos passos, o Copom mantém em aberto a possibilidade de novos ajustes na Selic, dependendo da evolução dos dados econômicos. A taxa básica de juros foi recentemente elevada em 0,50 ponto percentual, alcançando 14,75% ao ano, o maior nível desde agosto de 2006.





