Estatal pretende economizar R$ 1,5 bilhão em 2025 para enfrentar o déficit de R$ 2,6 bilhões registrado no ano passado
Após registrar um prejuízo de R$2,6 bilhões em 2024 — mais que o triplo da perda de R$633 milhões em 2023 — os Correios anunciaram um conjunto de medidas para conter despesas e tentar reequilibrar suas finanças. A estatal atribui parte significativa desse resultado negativo à implementação do novo marco regulatório para compras internacionais, popularmente conhecido como “taxa das blusinhas”, que impôs a cobrança de imposto de importação sobre mercadorias de baixo valor.
Para economizar cerca de R$ 1,5 bilhão em 2025, a empresa adotará ações como: prorrogação das inscrições no Programa de Desligamento Voluntário (PDV); incentivo à redução da jornada de trabalho com ajuste proporcional de salários; suspensão temporária das férias, com retomada prevista para janeiro de 2026; retorno ao trabalho presencial a partir de 23 de junho; revisão da estrutura da sede, com corte de pelo menos 20% no orçamento de funções; e lançamento de novos formatos de planos de saúde, visando economia estimada de 30% para a empresa e para os empregados.
Além disso, os Correios planejam devolver imóveis alugados e compartilhar unidades operacionais para reduzir custos. A estatal também investiu R$ 830 milhões no último ano em renovação de frota, modernização da infraestrutura e ampliação da capacidade tecnológica. Apesar dos esforços, a empresa enfrenta desafios significativos, incluindo a concorrência com grandes empresas estrangeiras no mercado de encomendas e entregas.





