Portugal teve o maior crescimento, impulsionado pelo aumento nos salários e pela queda na carga tributária
Em 2024, a renda familiar real per capita apresentou crescimento na maioria dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com um aumento médio anual de 1,8%, ligeiramente superior aos 1,7% registrados em 2023. No último trimestre do ano, o avanço foi de 0,5%, superando os 0,2% do trimestre anterior.
Portugal liderou esse crescimento, com um aumento de 6,7%, impulsionado principalmente por salários mais altos e redução de impostos. Espanha também se destacou, com um avanço de 3,5%, sustentado por rendimentos de capital, como aluguéis e dividendos, além de reajustes no salário mínimo e nas pensões.
Entre as economias do G7, apenas Reino Unido e Estados Unidos registraram crescimento na renda familiar real per capita, com aumentos de 1,5% e 0,3%, respectivamente. Em contrapartida, Itália e Alemanha enfrentaram quedas de 0,6% e 0,5%, respectivamente, influenciadas por fatores como aumento das contribuições sociais e redução de rendimentos de propriedade.
A Austrália apresentou a maior retração anual, com uma queda de 1,8%, embora tenha sido uma melhora em relação à diminuição de 5,1% observada em 2023. A OCDE atribui o crescimento geral à moderação da inflação, que permitiu uma recuperação do poder de compra das famílias.
No último trimestre de 2024, a renda familiar real per capita nos países da OCDE cresceu 0,5%, superando os 0,2% do trimestre anterior, indicando uma tendência positiva na recuperação econômica global.





