Economistas esperam que as demissões aumentem no segundo semestre de 2025, à medida que a redução das tarifas de importação pelo governo diminua a demanda
Na semana encerrada em 17 de maio de 2025, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram para 227 mil, uma redução de 2 mil em relação à semana anterior, conforme dados ajustados sazonalmente divulgados pelo Departamento do Trabalho. Esse número ficou abaixo da previsão de 230 mil feita por economistas consultados pela Reuters.
Apesar dessa queda, analistas alertam que as flutuações sazonais podem afetar a precisão dos dados, e esperam que os pedidos se estabilizem em uma faixa entre 205 mil e 243 mil nas próximas semanas. Esse intervalo é considerado compatível com um mercado de trabalho saudável, sem sinais claros de deterioração.
Embora os empregadores estejam hesitantes em realizar demissões em meio à crescente incerteza econômica, analistas preveem que as demissões aumentem no segundo semestre de 2025. Isso ocorrerá à medida que as tarifas de importação do governo reduzam a demanda, impactando as cadeias de suprimentos e contribuindo para a inflação.
Em abril, a economia dos EUA criou 177 mil empregos, e os economistas esperam que a criação de vagas diminua para menos de 100 mil por mês, o que é necessário para acompanhar o crescimento da população em idade ativa. Esses dados indicam que, embora o mercado de trabalho ainda mostre sinais de resiliência, há desafios econômicos à frente.





