ASSOCIAÇÃO REPROVA ELEVAÇÃO DAS TARIFAS DOS EUA SOBRE ALUMÍNIO BRASILEIRO E SOLICITA INTERVENÇÃO DO GOVERNO

August 20, 2026

Entidade alerta para possível escalada de tarifas e reclama medidas estratégicas para fortalecer o setor industrial nacional

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) expressou, em 4 de junho de 2025, profunda preocupação com a decisão dos Estados Unidos de aumentar de 25% para 50% a tarifa de importação sobre o alumínio brasileiro. A entidade destaca que essa medida agrava a instabilidade nas relações comerciais globais e expõe vulnerabilidades para o setor industrial nacional. Além disso, alerta para o risco de uma nova escalada tarifária e defende uma abordagem estratégica para reposicionar o Brasil nas cadeias globais de valor.

Segundo a Abal, até 90% do alumínio primário produzido nos EUA tem origem em insumos brasileiros, evidenciando a complementaridade produtiva entre os dois países. Em 2024, os EUA absorveram 16,8% das exportações brasileiras de alumínio, com foco em chapas e folhas. A nova tarifa, imposta sob a Seção 232 do Trade Expansion Act, ameaça ampliar ainda mais a volatilidade no comércio internacional.

A Abal enfatiza que a decisão americana deve ser encarada não apenas como uma medida isolada, mas como reflexo de um ambiente geopolítico instável, com crescente protecionismo e disputas comerciais. Diante disso, a associação defende ações coordenadas tanto no curto quanto no longo prazo, para mitigar os impactos da medida e buscar novos caminhos para fortalecer a soberania industrial do Brasil. A Abal também defende que o Brasil deve evitar ações setoriais fragmentadas e adotar uma estratégia nacional que valorize suas vantagens competitivas estruturais, como a 4ª maior reserva de bauxita do mundo e a 3ª maior produção de alumina.