Disputa tarifária impulsionada pelos Estados Unidos já impôs taxas de até 245% a produtos chineses, enquanto a resposta da China foi aplicação de tarifas de até 125% sobre importações norte-americanas
Em 24 de abril de 2025, o governo chinês desmentiu as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que indicavam negociações ativas para reduzir tarifas comerciais entre os dois países. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que não há discussões em andamento e que qualquer diálogo deve ocorrer com base no respeito mútuo e na igualdade.
A relação comercial entre China e EUA tem se deteriorado desde janeiro de 2025, quando Trump impôs tarifas adicionais de 10% sobre produtos chineses. Em resposta, a China aumentou suas tarifas para 15% sobre certos produtos americanos. As tensões aumentaram em março, com os EUA elevando suas tarifas para 20%, e a China retaliando com tarifas de 15% sobre produtos agrícolas dos EUA.
Em abril, os EUA impuseram uma tarifa de 34% sobre as importações chinesas, e a China respondeu com tarifas de 34% sobre produtos americanos. Trump ameaçou aumentar ainda mais as tarifas, mas a China manteve sua posição, anunciando um aumento para 125% em suas tarifas sobre produtos dos EUA.
Apesar das declarações otimistas de Trump sobre possíveis negociações, a China permanece firme em sua posição, exigindo o levantamento das tarifas como condição para qualquer diálogo significativo. A situação atual sugere que as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo continuam sem resolução à vista.





