Tarifas anunciadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, devem impactar fortemente a economia alemã, altamente dependente das exportações
O Conselho Alemão de Especialistas Econômicos revisou suas previsões para 2025, projetando uma estagnação econômica em vez do crescimento de 0,4% anteriormente estimado. A economia do país enfrenta uma “fase pronunciada de fraqueza”, impactada por fatores internos e externos. Além disso, a Alemanha foi o único membro das economias avançadas do G7 a não registrar crescimento nos últimos dois anos, devido a restrições fiscais e desaceleração industrial.
A política tarifária implementada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é apontada como um dos principais fatores que afetam negativamente a economia alemã, altamente dependente das exportações. Embora haja a possibilidade de redução das tarifas, a incerteza gerada por essas medidas continua a impactar negativamente o comércio bilateral, que em 2024 totalizou 253 bilhões de euros.
Em resposta a esses desafios, o governo alemão aprovou um pacote fiscal em março, incluindo um fundo especial de 500 bilhões de euros para investimentos em infraestrutura e defesa. No entanto, os efeitos desse pacote são esperados para 2026, com um crescimento projetado de 1,0%. Especialistas destacam a importância de uma implementação eficaz do orçamento para garantir o sucesso desses investimentos.
Além disso, a inflação projetada para 2025 é de 2,1%, com uma leve redução para 2,0% em 2026. Embora o consumo privado possa apresentar um crescimento moderado em 2026, a incerteza econômica continua a representar um risco para a recuperação econômica da Alemanha.
O Conselho também alerta para os riscos de uma política fiscal expansiva, que poderia aumentar as expectativas de inflação e levar a uma política monetária mais restritiva por parte do Banco Central Europeu.
Em suma, a Alemanha enfrenta desafios significativos em 2025, com uma previsão de estagnação econômica devido a fatores internos e externos, incluindo políticas tarifárias dos EUA e questões estruturais internas. Embora o governo tenha implementado medidas para estimular o crescimento, os efeitos dessas ações são esperados para os próximos anos, deixando o país em uma trajetória de recuperação gradual.





