David Vélez, fundador do Nubank, anunciou que pretende aumentar a frequência do trabalho presencial na empresa.
Atualmente, o banco adota um modelo híbrido, com uma semana inteira de trabalho presencial a cada ciclo de dois a três meses. No entanto, diante da instabilidade econômica global e da recente correção nas bolsas americanas, onde o Nubank é listado, Vélez busca demonstrar aos investidores um foco maior na eficiência operacional. Ele acredita que o trabalho presencial acelera a tomada de decisões, uma tendência observada em grandes empresas americanas. Essa mudança foi comunicada em um encontro com todos os funcionários e tem sido reforçada pelos gestores.
Embora o modelo híbrido não seja descartado, há um movimento para aumentar a presença física no escritório, visando fortalecer a cultura organizacional. No ano anterior, alguns colaboradores já haviam sido orientados a aumentar a frequência presencial. Além disso, a empresa planeja consolidar suas operações em um único local, atualmente distribuídas por três endereços em São Paulo, o que pode exigir um espaço maior.
Essa estratégia também impacta as contratações, com o Nubank congelando, temporariamente, a contratação de cargos de gerência externa, buscando uma estrutura mais horizontal. Contudo, a empresa enfrenta desafios para reter talentos nos times de tecnologia, já que muitos funcionários foram contratados remotamente e residem em outros estados. Apesar disso, o Nubank destaca que o modelo híbrido tem permitido atrair talentos e oferece flexibilidade aos funcionários, sendo momentos presenciais essenciais para resolução de problemas, construção de confiança e inovação.





