Por Maria Clara Kayatt
A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos no Brasil chegou a 17,8% no 4º trimestre de 2024, mais que o dobro da média nacional de 7,8%, segundo o IBGE.
Essa disparidade reflete um cenário desafiador para a juventude, marcada pela falta de experiência, baixa qualificação e por um mercado que tende a priorizar trabalhadores mais velhos e experientes. Entre os mais jovens, também há maior presença em empregos informais, que oferecem menos estabilidade e direitos.
Especialistas alertam para o “efeito cicatriz”, em que a entrada tardia ou precária no mercado pode comprometer a trajetória profissional e os rendimentos futuros. Além disso, há impactos sociais, como o aumento da vulnerabilidade e da dependência familiar.
O fenômeno não é exclusivo do Brasil, mas aqui é agravado por políticas públicas insuficientes e pela lenta recuperação econômica. Para reverter esse quadro, são necessárias ações focadas na educação profissional, estímulo ao primeiro emprego e incentivos às empresas para contratar jovens, criando condições para que esse público tenha mais oportunidades e perspectivas.





