Nesta quinta-feira (5), o dólar registrou uma queda significativa frente ao real, sendo cotado a R$5,587 por volta das 14h30, com recuo de 1,02% . A desvalorização da moeda americana foi impulsionada por dois fatores principais: o corte de juros na zona do euro e o diálogo entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping.
O Banco Central Europeu (BCE) reduziu as taxas de juros em 25 pontos-base, fixando-as em 2%, o menor nível desde dezembro de 2022 . Essa decisão foi motivada por uma inflação controlada na região e por uma apreciação do euro, que contribuiu para conter os preços.
Além disso, a notícia de uma conversa telefônica entre Trump e Xi Jinping trouxe otimismo aos mercados. O diálogo, que durou cerca de uma hora e meia, foi descrito por Trump como “muito positivo para ambos os países”, indicando uma possível trégua nas tensões comerciais. Esse cenário favoreceu moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, e impulsionou o desempenho de ativos ligados à China.
No entanto, analistas alertam que a política comercial dos EUA continua imprevisível, o que pode gerar volatilidade nos mercados. Dados econômicos recentes indicam uma desaceleração na economia americana, com o setor manufatureiro em contração pelo terceiro mês consecutivo e uma queda histórica nas importações.
Enquanto isso, as bolsas europeias fecharam em alta, refletindo o corte de juros do BCE e os sinais de alívio nas tensões entre EUA e China . O índice DAX, da Alemanha, atingiu um novo recorde histórico, evidenciando o otimismo dos investidores diante das recentes decisões econômicas.





