ECONOMIA CHINESA DEMONSTRA FORÇA EM ABRIL MESMO COM IMPACTOS EXTERNOS

August 20, 2026

Crescimento contínuo reflete avanços tecnológicos e políticas que fortalecem a demanda interna

Em abril de 2025, a economia chinesa demonstrou resiliência ao superar as expectativas do mercado, mesmo diante de desafios externos como tensões comerciais e sanções. A divulgação dos dados econômicos de abril revelou um crescimento sustentado, impulsionado por avanços tecnológicos e políticas que fortalecem a demanda interna.

No mesmo dia da divulgação dos dados, a Huawei lançou oficialmente um computador com sistema operacional próprio, o HarmonyOS. No dia seguinte, a Xiaomi anunciou a produção em larga escala do XRING O1, um chip para smartphones desenvolvido com tecnologia nacional de 3 nanômetros. Esses movimentos indicam o avanço da indústria chinesa em áreas estratégicas, apesar de sanções e medidas de contenção. A resposta tecnológica reforça a independência do país e ajuda a sustentar seus indicadores econômicos.

Além disso, em Yiwu, cidade da província de Zhejiang conhecida pelo comércio de pequenos produtos, comerciantes iniciaram a transição para marcas próprias. A partir deste ano, as lojas coletivas da marca “Chinagoods” começaram a ser exportadas integralmente. Em janeiro, a primeira loja internacional da marca assinou contratos no valor de RMB 120 milhões já no dia da abertura. Em fevereiro, a primeira unidade europeia foi inaugurada em Veneza. Até abril, a Chinagoods havia ampliado o faturamento de mais de 190 marcas locais e firmado parcerias com 11 países.

Esses desenvolvimentos refletem uma tendência interna que contribui para a recuperação econômica do país. Em abril, o valor total das importações e exportações da China cresceu 5,6% em relação ao mesmo mês de 2023. As exportações avançaram 9,3%. Produtos com maior conteúdo tecnológico, como os eletromecânicos, seguem em alta. Entre janeiro e abril, as exportações desses itens aumentaram 9,5% na comparação anual. As empresas privadas também ampliaram sua participação. No mesmo período, o comércio exterior dessas companhias cresceu 6,8%, impulsionado por estratégias de diversificação de mercados.

Esses números indicam um crescimento sustentado por fundamentos econômicos robustos. A China lidera, há 15 anos, o setor manufatureiro global em volume. O país também mantém um dos maiores mercados consumidores do mundo, o que amplia sua capacidade de enfrentar riscos externos.

O governo tem reforçado o ajuste estrutural da economia e estimulado novas fontes de crescimento. A política econômica tem priorizado o fortalecimento da demanda interna, o estímulo à inovação e a construção de um novo modelo de desenvolvimento. A atuação macroeconômica também influenciou o desempenho recente. Em setembro de 2024, o Comitê Central do Partido Comunista da China lançou um pacote adicional de políticas, o que favoreceu uma trajetória de recuperação ao longo do ano. Medidas recentes, como a redução do compulsório bancário e de taxas de juros, e a ampliação da integração entre os mercados interno e externo, indicam continuidade nesse esforço.

Com essas ações, a China busca consolidar a retomada econômica. Organismos internacionais revisaram para cima suas previsões de crescimento para o país. Executivos de multinacionais passaram a associar o mercado chinês à noção de estabilidade. Embora o cenário global siga instável, a experiência recente mostra que a China dispõe de bases sólidas, instrumentos de apoio e capacidade de adaptação. O país projeta, assim, manter o ritmo de crescimento nos próximos meses.