Com as medidas do presidente Donald Trump que aplicaram tarifas a produtos da China e de diversos outros países, companhias americanas correm para encontrar alternativas que diminuam seus gastos com importações
Com a imposição de tarifas significativas pelo presidente Donald Trump, incluindo uma taxa mínima de 145% sobre produtos chineses, 25% sobre veículos, peças automotivas, alumínio e aço, além de 10% sobre importações de quase todos os países, empresas norte-americanas estão buscando estratégias para mitigar os crescentes custos de importação.
Duas abordagens têm ganhado destaque: o uso de entrepostos aduaneiros, que permite o armazenamento de mercadorias sem o pagamento imediato de tarifas, e a reclassificação de produtos por meio de códigos do sistema harmonizado, visando enquadrá-los em categorias com taxas mais baixas.
A prática conhecida como “engenharia tarifária” também tem sido adotada. Consiste em modificar características dos produtos para que se encaixem em classificações tarifárias mais vantajosas. Um exemplo é o tênis All Star da Converse, que utiliza solado de feltro, permitindo sua classificação como “chinelo de casa” e, consequentemente, sujeição a tarifas mais baixas.
Além disso, empresas como a Stanley Black & Decker estão aumentando seus estoques como forma de se precaver contra futuras elevações tarifárias. Durante o primeiro mandato de Trump, a empresa enfrentou desafios por não ter sido proativa na precificação, aprendizado que agora orienta suas estratégias.
Essas medidas refletem a tentativa das empresas de se adaptarem a um ambiente comercial mais protecionista, buscando minimizar impactos financeiros e manter sua competitividade no mercado.





