Tratativas para compra do excedente de energia paraguaia pelo Brasil estão empacadas, e especialistas afirmam que o Paraguai ganha mais “poder de negociação”
O interesse dos Estados Unidos em adquirir energia excedente do Paraguai, gerada pela usina de Itaipu, pode impactar as negociações entre Brasil e Paraguai sobre a revisão do Anexo C do Tratado de Itaipu. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, mencionou em sessão no Senado que a crescente demanda por energia, impulsionada por tecnologias como inteligência artificial, abre oportunidades para países com excedente energético, como o Paraguai. Ele sugeriu que empresas americanas poderiam se beneficiar ao estabelecer operações no Paraguai para aproveitar essa energia.
Especialistas apontam que essa movimentação dos EUA fortalece a posição do Paraguai nas negociações com o Brasil, oferecendo ao país vizinho mais opções para comercializar sua parte da energia produzida em Itaipu. Desde o fim da obrigatoriedade de venda exclusiva ao Brasil, o Paraguai busca diversificar seus parceiros comerciais no setor energético.
A revisão do Anexo C, que trata das bases financeiras e operacionais da usina, está prevista para ser concluída até 30 de maio de 2025. O novo acordo poderá permitir ao Paraguai vender diretamente sua energia excedente no mercado livre brasileiro, competindo com outros fornecedores.
A possível entrada dos EUA nesse cenário adiciona complexidade às negociações, exigindo que o Brasil reavalie suas estratégias para manter uma parceria energética equilibrada com o Paraguai.





