Google enfrenta um julgamento antitruste histórico nos Estados Unidos, iniciado em 21 de abril de 2025, com duração prevista de três semanas.
O Departamento de Justiça (DOJ) acusa a gigante da tecnologia de manter um monopólio ilegal no mercado de buscas online, alegando que a empresa utilizou acordos exclusivos com fabricantes de dispositivos, como Apple e Samsung, para garantir que o Google fosse o mecanismo de busca padrão em seus aparelhos. Esses contratos, que envolveram pagamentos bilionários, teriam dificultado a entrada de concorrentes no mercado, afetando a competição e os consumidores.
Em agosto de 2024, o juiz federal Amit Mehta já havia decidido que o Google monopolizava o mercado de buscas. Agora, o foco do julgamento é determinar as medidas corretivas necessárias para restaurar a concorrência. Entre as propostas do DOJ estão a venda do navegador Chrome e a possibilidade de desmembramento do sistema operacional Android, caso outras ações não sejam eficazes. Além disso, o DOJ alerta que o Google poderia usar sua tecnologia de inteligência artificial para reforçar ainda mais seu domínio no setor de buscas, tornando as medidas corretivas ainda mais urgentes.
O desfecho desse caso pode ter implicações significativas para o futuro da internet, potencialmente alterando a estrutura do mercado de buscas online e afetando a posição do Google como principal portal de informações na web.





