O governo federal projeta abrir mão de R$ 620,8 bilhões em receitas tributárias em 2026, o que corresponde a 4,53% do PIB, conforme dados do Demonstrativo de Gastos Tributários anexado ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026. Esse montante representa um aumento de mais de R$77 bilhões em relação aos R$543,6 bilhões estimados para 2025.
Os benefícios fiscais estão concentrados principalmente nos setores de comércio e serviços, agricultura e no regime do Simples Nacional, que juntos somam mais de R$350 bilhões em isenções. Especificamente, o Simples Nacional responde por R$120,1 bilhões, o comércio e serviços por R$137,9 bilhões e a agricultura por R$101,3 bilhões. Outras áreas como assistência social, ciência e tecnologia, saúde e educação também recebem benefícios significativos.
Apesar dos esforços para conter esses incentivos, os gastos tributários permanecem elevados, o que levanta preocupações em órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a eficácia desses benefícios e sua compatibilidade com as metas fiscais do país.





