Marketplaces on-line chineses como Temu e Shein, vinham aproveitando uma brecha conhecida como “de minimis” para acessar o mercado dos Estados Unidos sem pagar impostos.
Por Maria Clara Kayatt
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A guerra comercial entre Estados Unidos e China ganhou um novo capítulo após o ex-presidente Donald Trump anunciar o aumento das tarifas sobre pacotes pequenos que antes eram isentos de impostos. A partir de agora, os EUA passarão a aplicar uma taxa de 90% sobre importações de até US$ 800 (aproximadamente R$ 4.850), substituindo o plano anterior que previa uma tarifa de 30%, conforme emenda publicada pela Casa Branca.
Essa isenção, baseada em uma regra dos anos 1930, já estava prevista para acabar em 2 de maio. No entanto, o novo aumento acontece após a resposta da China à rodada anterior de tarifas impostas por Trump.
Marketplaces chineses como Temu e Shein vinham aproveitando a brecha conhecida como “de minimis” para vender produtos nos EUA sem pagar impostos. Essa vantagem foi fundamental para seu crescimento, oferecendo roupas por preços muito baixos, como blusas de US$ 2 e camisetas de US$ 10, atraindo consumidores principalmente na América do Norte e Europa.
No mesmo dia, Trump anunciou uma pausa de 90 dias para tarifas mais altas a países em negociação, com taxa mínima de 10%. No caso da China, mesmo com o governo chinês disposto a negociar, Trump anunciou um aumento para 125%.
Empresas como a Shein, fundada na China e agora sediada em Cingapura, podem ser fortemente afetadas, já que dependem da importação em grande escala de produtos de baixo custo. A nova política tarifária pode representar um grande desafio à permanência dessas plataformas no mercado americano.





