A empresa deve divulgar na terça-feira (13) os resultados do ano comercial encerrado em março
A montadora japonesa Nissan anunciou planos para demitir mais de 10 mil funcionários globalmente, elevando o total de cortes para cerca de 20 mil postos de trabalho, o que representa aproximadamente 15% de sua força de trabalho mundial. A decisão faz parte de uma ampla reestruturação diante de perdas financeiras significativas e desempenho fraco em mercados-chave.
A empresa prevê um prejuízo líquido recorde entre 700 bilhões e 750 bilhões de ienes (aproximadamente US$4,74 a US$5,08 bilhões) para o ano fiscal encerrado em março, impulsionado por encargos contábeis. A Nissan já havia anunciado anteriormente o corte de 9 mil empregos e a redução da capacidade global de produção em 20%.
Além das demissões, a Nissan decidiu cancelar o projeto de construção de uma fábrica de baterias para veículos elétricos avaliada em US$1,1 bilhão na ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão. A empresa também planeja encerrar uma fábrica na Tailândia até junho e fechar outras duas unidades ainda não identificadas.
O novo CEO da Nissan, Ivan Espinosa, que assumiu recentemente, está liderando a reestruturação das operações da empresa e indicou que medidas adicionais estão sendo consideradas para enfrentar os desafios financeiros e operacionais atuais.
A Nissan enfrenta dificuldades significativas, incluindo queda nas vendas nos Estados Unidos devido a uma linha de veículos desatualizada e falta de modelos híbridos, além de uma queda acentuada nas vendas na China, onde a empresa planeja lançar cerca de dez novos veículos nos próximos anos para tentar reverter a tendência.
A empresa divulgará seus resultados financeiros completos na terça-feira, 13 de maio.





