Ativista adquiriu ações da empresa para obter acesso ao prédio durante assembleia e entrou junto com membros do greenpeace
Em 29 de abril de 2025, oito ativistas foram indiciados pela Polícia Civil de São Paulo após invadirem a sede da JBS na zona oeste da capital paulista durante a Assembleia Geral Ordinária da empresa. Seis dos envolvidos são de nacionalidade argentina. A ação foi transmitida ao vivo nas redes sociais e contou com o uso de drones, escadas, cordas e uniformes falsos de manutenção. Ativistas escalaram os portões e o telhado do prédio, onde estenderam uma faixa com críticas à atuação da JBS na Amazônia. A Secretaria de Segurança Pública informou que foram apreendidos equipamentos eletrônicos e outros materiais. Os acusados responderão por invasão de estabelecimento industrial e sabotagem.
A JBS afirmou que o líder da ação adquiriu uma ação da empresa para se apresentar como acionista e acessar o prédio. Ele entrou acompanhado por duas integrantes do Greenpeace, que não estavam registradas como visitantes e não possuíam identificação formal. Internamente, a movimentação causou alvoroço entre os cerca de 3 mil funcionários presentes. A empresa informou que tomará medidas legais contra os envolvidos e eventuais financiadores do ato.
O Greenpeace declarou que o acionista não participou do protesto e que sua presença na assembleia foi independente, no exercício de seus direitos como cidadão e investidor. A organização afirmou que a ação foi um “protesto pacífico” com foco em alertar os acionistas e o mercado sobre os impactos socioambientais da JBS. Segundo o Greenpeace, não houve danos materiais nem risco à integridade dos colaboradores.
O episódio gerou discussões sobre os limites da atuação de acionistas minoritários em assembleias e a necessidade de aprimoramento dos protocolos de segurança e credenciamento de visitantes, especialmente em eventos corporativos.





