IPCA DE ABRIL PERDE FORÇA E REGISTRA ALTA DE 0,43%; INFLAÇÃO EM 12 MESES AVANÇA PARA 5,53%

August 21, 2026

Desempenho ficou dentro do esperado pelo mercado, cujas projeções variavam entre 0,38% e 0,44% no mês

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no Brasil, registrou alta de 0,43% em abril de 2025, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 9. Esse resultado representa uma desaceleração em relação a março, quando o índice foi de 0,56%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação atingiu 5,53%, ligeiramente acima dos 5,48% observados no período anterior. No ano, o IPCA acumula alta de 2,48%.  

O desempenho de abril ficou dentro das expectativas do mercado financeiro, que projetava uma variação entre 0,38% e 0,44% para o mês.

A inflação no mês foi impulsionada principalmente pelos grupos de Alimentação e Bebidas e Saúde e Cuidados Pessoais. O primeiro teve alta de 0,82%, contribuindo com 0,18 ponto percentual no índice geral. Itens como batata-inglesa (18,29%), tomate (14,32%) e café moído (4,48%) apresentaram aumentos significativos. Por outro lado, o arroz teve queda de 4,19%.  

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais registrou aumento de 1,18%, influenciado pelo reajuste de até 5,09% nos preços dos medicamentos autorizado a partir de 31 de março. Produtos farmacêuticos subiram 2,32%, impactando o índice em 0,08 ponto percentual. Itens de higiene pessoal também contribuíram com alta de 1,09%.  

No setor de Vestuário, houve elevação de 1,02%, puxada por roupas femininas (1,45%), masculinas (1,21%) e calçados e acessórios (0,60%). A chegada de novas coleções com a mudança de estação foi apontada como principal fator para esse aumento.  

O grupo Despesas Pessoais teve alta de 0,54%, destacando-se os aumentos nos preços do cigarro (2,71%) e serviços bancários (0,87%). Em Habitação, houve desaceleração de 0,24% em março para 0,14% em abril, com queda de 0,08% na energia elétrica residencial, reflexo da redução do PIS/Cofins em algumas regiões. 

Por outro lado, o grupo Transportes apresentou queda de 0,38%, influenciado pela redução de 14,15% nas passagens aéreas, representando o maior impacto negativo no IPCA de abril (-0,09 ponto percentual). Os combustíveis também tiveram variação negativa de 0,45%, com quedas em todos os itens: óleo diesel (-1,27%), gás veicular (-0,91%), etanol (-0,82%) e gasolina (-0,35%). A redução no preço do óleo diesel nas refinarias a partir de 1º de abril e o avanço da safra de etanol foram fatores determinantes.