Após superar R$ 40 milhões em movimentação na edição anterior, Haras Frange retorna ao Palácio Tangará com matrizes consagradas, embriões, jovens promessas e linhagens valorizadas; evento evidencia avanço do mercado de genética, reprodução e investimentos na equinocultura.
Por Gabrielle Tricanico | TELEBRAS NEWS | AGRO & NEGÓCIOS
O mercado brasileiro de cavalos de alta genética volta a movimentar cifras milionárias em São Paulo. O Haras Frange realiza no Palácio Tangará um dos leilões mais aguardados do segmento Quarto de Milha, reunindo durante dois dias animais e material genético de linhagens valorizadas no mercado nacional e internacional.
A expectativa em torno do evento é impulsionada pelo desempenho da edição anterior, que movimentou mais de R$ 40 milhões em negócios. O resultado coloca o leilão em evidência não apenas entre criadores e competidores, mas também dentro da cadeia econômica da equinocultura, segmento que movimenta atividades como reprodução, genética, nutrição, medicamentos veterinários, treinamento, transporte, eventos e comercialização de animais.
Entre os lotes estão matrizes consagradas, embriões e jovens promessas, ativos cujo valor está diretamente relacionado à genética, desempenho esportivo, histórico reprodutivo e potencial de geração de novos animais de alto padrão.
Genética se transforma em ativo de alto valor no agronegócio
O modelo de negócios mostra como a seleção genética ganhou peso econômico dentro da criação especializada. Uma matriz de destaque ou um embrião proveniente de linhagens reconhecidas pode representar mais do que a aquisição de um animal: significa acesso a uma genética capaz de gerar valor durante diferentes ciclos reprodutivos.
No caso do Quarto de Milha, raça fortemente ligada às provas esportivas e ao universo agropecuário, a valorização também acompanha o desempenho das linhagens em competições e a capacidade dos criatórios de produzir animais competitivos.
Esse mercado cria uma cadeia que vai muito além das pistas. Veterinários especializados, centrais de reprodução, laboratórios, treinadores, haras, empresas de nutrição animal, transportadores, organizadores de eventos e plataformas de leilões participam de uma economia que combina esporte, tecnologia, genética e investimento.
Mais de R$ 40 milhões colocam leilão no radar dos grandes negócios
A movimentação registrada na edição anterior dá dimensão financeira ao evento. Ultrapassar a marca de R$ 40 milhões em apenas uma edição demonstra a capacidade de geração de negócios do mercado de animais de elite, especialmente quando estão envolvidos pedigrees consolidados e material genético de alto valor.
Para o setor agropecuário, leilões desse porte funcionam ainda como termômetro da disposição dos investidores. Preços médios, liquidez dos lotes, procura por embriões e valorização de determinadas linhagens ajudam a indicar tendências dentro da criação especializada.
A realização no Palácio Tangará, na capital paulista, também aproxima o universo tradicional dos haras do ambiente de grandes investidores e empresários, reforçando um movimento de profissionalização e sofisticação comercial da equinocultura.
Mais do que a venda de cavalos, o evento coloca em circulação genética, patrimônio e potencial produtivo. Depois de uma edição superior a R$ 40 milhões, os resultados do novo leilão serão acompanhados pelo mercado para medir até onde pode chegar o apetite dos compradores por animais e linhagens de alto padrão.





