CUSTO DA CESTA BÁSICA AUMENTA EM 15 DE 17 CAPITAIS EM ABRIL, APONTA DIEESE

August 22, 2026

De acordo com o Dieese, o trabalhador que recebe o piso nacional gastou, em média, 53,52% da renda líquida para adquirir os itens da cesta básica

Em abril de 2025, o custo da cesta básica aumentou em 15 das 17 capitais brasileiras, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas mensais ocorreram em Porto Alegre (5,38%), Recife (4,08%), Vitória (4,05%) e São Paulo (3,24%). Por outro lado, Brasília e Salvador apresentaram quedas de 0,87% e 0,23%, respectivamente. São Paulo registrou o maior valor médio da cesta básica, com R$909,25, enquanto Aracaju teve o menor custo, com R$579,93. 

Na comparação anual, entre abril de 2024 e abril de 2025, os preços aumentaram em quase todas as capitais, com variações entre 3,92% em Natal e 10,50% em São Paulo. As exceções foram Salvador (-1,25%) e Aracaju (-0,37%), que apresentaram retração nos valores. Considerando os primeiros quatro meses de 2025, todas as capitais tiveram aumento, com destaque para Recife (10,94%) e Fortaleza (10,80%). 

Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estimou que, em abril, o salário mínimo necessário para suprir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.638,62, equivalente a 5,03 vezes o mínimo vigente de R$ 1.518,00. Em março, esse valor era de R$7.398,94 (4,87 vezes o mínimo), e em abril de 2024, era de R$6.912,69 (4,90 vezes o mínimo da época).

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 108 horas e 55 minutos em abril, maior do que em março (106 horas e 19 minutos) e levemente inferior ao de abril de 2024 (109 horas e 55 minutos). O trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em média, 53,52% da renda líquida para adquirir os itens da cesta básica, ante 52,24% em março e 54,01% em abril de 2024.