Por Fabi Teixeira:
O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, também veio da Meta, onde trabalhou de janeiro de 2020 até ingressar no governo, em junho de 2023.
Ele atuou como “head de Políticas Públicas – WhatsApp, Brasil” e participou de reuniões na Fazenda defendendo interesses da empresa antes de ser nomeado.
Mesmo já no governo, Durigan manteve proximidade com sua antiga empregadora. Em fevereiro de 2024, representou a Fazenda na inauguração de uma sala da Meta em Brasília e recebeu ex-colegas em audiência. Também participa de discussões sobre a tributação das big techs, tema que afeta diretamente a empresa.
Relação entre governo e big techs levanta debate sobre “porta giratória”
A nomeação de ex-executivos da Meta para cargos estratégicos na Fazenda reacendeu o debate sobre a “porta giratória”, quando profissionais transitam entre grandes empresas e o governo, potencialmente influenciando políticas públicas em favor de seus antigos empregadores.
Em paralelo, o Ministério da Fazenda iniciou reuniões para formular um projeto de regulamentação das plataformas digitais, concentrando a articulação dessa proposta dentro da pasta. Entre as possibilidades está a inclusão do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no processo regulatório.
Paula Farani, ex-conselheira do Cade até 2022 e hoje diretora da Meta, também tem participado de reuniões com a Fazenda sobre a regulamentação das big techs, fortalecendo ainda mais os laços entre a empresa e o governo.
A Fazenda afirma que seu foco está na regulação econômica das plataformas, incluindo a concorrência no ambiente digital, tributação das big techs e inteligência artificial.





