O resultado ficou dentro do esperado pelo mercado financeiro, que também previa uma taxa de 7%. Apesar do avanço em relação ao trimestre anterior, o IBGE destacou que este foi o menor índice de desocupação já registrado para um mês de março
No trimestre encerrado em março de 2025, a taxa de desocupação no Brasil atingiu 7%, representando um aumento de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (6,2%). Apesar dessa elevação, o índice é inferior ao registrado no mesmo período de 2024, quando a taxa foi de 7,9%. Este é o quarto aumento consecutivo desde o menor patamar histórico de 6,1% observado entre setembro e novembro de 2024.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento da taxa de desemprego foi impulsionado por um acréscimo de 13,1% no número de pessoas buscando trabalho, totalizando mais 891 mil indivíduos. Simultaneamente, a população ocupada diminuiu em 1,3 milhão de pessoas (-1,3%) em comparação com o trimestre anterior. No entanto, esse contingente ainda é 2,3% superior ao registrado no primeiro trimestre de 2024.
O número de trabalhadores com carteira assinada manteve-se estável em 39,4 milhões, enquanto o total de empregados sem carteira no setor privado caiu 5,3%, representando uma redução de 751 mil pessoas. A queda na ocupação foi mais acentuada nos setores de Construção, Serviços Domésticos e Educação.
Em contrapartida, o rendimento médio real dos trabalhadores alcançou R$3.410, estabelecendo um novo recorde na série histórica iniciada em 2012. Esse valor representa um aumento de 1,2% em relação ao trimestre anterior e de 4,0% na comparação anual. Setores como Agricultura, Administração Pública e Serviços Domésticos apresentaram crescimento nos rendimentos.
Apesar do aumento na taxa de desemprego, o IBGE destaca que o índice atual é o mais baixo para um trimestre encerrado em março desde o início da série histórica da PNAD Contínua em 2012, superando o recorde anterior de 7,2% registrado em março de 2014.





